
Oposição contesta decreto de Lula que amplia funções de Janja no Planalto
Parlamentares protocolam projeto de lei para suspender medida que concede à primeira-dama acesso ao Gabinete Pessoal da Presidência e prevê apoio administrativo às suas atividades públicas
Por Nossa Terra
· 2 min de leitura
Parlamentares da oposição protocolaram um projeto de lei com o objetivo de sustar o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que altera a estrutura administrativa da Presidência da República e amplia o acesso da primeira-dama, Janja da Silva, ao Gabinete Pessoal do presidente.
Segundo o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), a medida configura a criação de um “gabinete paralelo” para a primeira-dama e implica aumento de despesas para o governo federal. “Lula assinou um decreto criando uma espécie de ‘gabinete paralelo’ para a primeira-dama. Servidores públicos agora poderão ser designados para assessorá-la em suas ‘atividades oficiais’. Em vez de reduzir a máquina pública, o governo prefere ampliá-la”, declarou o parlamentar em suas redes sociais.
Ferreira, ao lado do deputado André Fernandes (PL-CE), apresentou um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) com a intenção de revogar o ato presidencial. Ambos também protocolaram um pedido de informações ao Executivo. “Enquanto o país trabalha, Lula cria cargos para sua esposa. Não deixaremos isso acontecer”, afirmou Nikolas.
O decreto estabelece que a estrutura do Gabinete Pessoal da Presidência deve “apoiar o cônjuge do Presidente da República no exercício das atividades de interesse público”, o que, segundo os parlamentares da oposição, representa uma ampliação indevida das atribuições da administração pública direta.
De acordo com a justificativa do PDL, a norma permite o “remanejamento e transformação de cargos em comissão e funções de confiança”, promovendo inovações administrativas que, na avaliação dos autores, extrapolam os limites do poder regulamentar conferido ao chefe do Executivo.
Os oposicionistas argumentam ainda que a medida não encontra respaldo em nenhuma lei aprovada pelo Congresso Nacional e configura uso inadequado de cargos e recursos públicos, violando os princípios da legalidade e da moralidade administrativa.
Continue lendo em Política
Ver tudoCiro Gomes diz que decidirá em maio se disputará a Presidência em 2026
Ex-ministro afirmou, durante evento do PSDB em São Paulo, que vai avaliar convite do partido para concorrer ao Palácio do Planalto ou ao governo do Ceará.
Eleições 2026: veja o passo a passo das candidaturas até a votação
Do início das articulações e regras eleitorais até o dia do voto em outubro, entenda as etapas que definem quem pode concorrer e como se dá o processo eleitoral no Brasil
Debandada de deputados ameaça existência da bancada do PCdoB na Alema
Saídas durante a janela partidária enfraquecem o partido no Maranhão, reduzem influência política e podem inviabilizar sua representação no Legislativo estadual
Câmara aprova projeto que reduz penas de condenados pelos atos golpistas, incluindo Bolsonaro
Com 291 votos favoráveis, o “PL da Dosimetria” avança ao Senado e pode diminuir o tempo de prisão do ex-presidente, condenado a 27 anos e 3 meses.
Iracema Vale reafirma apoio a Orleans Brandão para o Governo do Maranhão em 2026
Presidente da Alema destaca perfil político, experiência administrativa e proximidade do secretário com os municípios como bases para a sucessão estadual
Lula anuncia isenção do IR para renda até R$ 5 mil e prevê injeção de R$ 28 bilhões na economia
Presidente diz que desigualdade no Brasil alcança menor nível da história e detalha novas regras de taxação sobre altas rendas
Sérgio Albuquerque toma posse como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Maranhão
Ex-prefeito de Primeira Cruz assume vaga por quatro meses durante afastamento da deputada Edna Silva
STF valida reeleição de Iracema Vale para a presidência da Assembleia do Maranhão
Ministros confirmam constitucionalidade do critério de idade para desempate na eleição da Mesa Diretora
Projeto Antifacção: o que pode mudar após aprovação na Câmara
Medida endurece penas, cria novos crimes, amplia mecanismos de investigação e define regras especiais para líderes de organizações criminosas; proposta ainda precisa passar pelo Senado e pela sanção presidencial.









